terça-feira

Não te esqueças do principal!

Talvez já conheçam esta história, 
mas nos tempos que correm, 
PARAR um pouco e REFLECTIR 
não faz mal a ninguém...

Uma lenda muito antiga conta que uma mulher pobre passava à frente de uma caverna com o seu filho pequeno ao colo, quando ouviu uma voz misteriosa vinda do interior da caverna. Parou para ouvir o que ela dizia:
- Entra e apanha tudo o que desejares, mas não te esqueças do principal. Depois de saíres, a porta fechar-se-á para sempre. Portanto aproveita a oportunidade, mas não te esqueças do principal…
A mulher entrou na caverna e encontrou um grande tesouro. Fascinada pelo ouro e pelas jóias, pôs a criança no chão e começou a juntar ansiosamente tudo o que podia no seu avental. Não sabia sequer por onde começar com tanta riqueza que via à sua frente.
A voz misteriosa falou novamente:
- Só tens dez minutos, não te esqueças do principal.
Esgotado o tempo, a mulher, tão carregada de ouro e pedras preciosas que mal conseguia andar, dirigiu-se para fora da caverna e a porta fechou-se…
Só neste momento se lembrou do principal. A criança ficara lá e a porta estava fechada para sempre! A riqueza durou pouco e o desespero, sempre.


(desconheço o autor)

domingo

Quanto ganhas por uma hora?

Uma criança perguntou timidamente ao pai quando este regressava do trabalho:
- Pai, quanto é que ganhas por hora?
O pai, friamente, respondeu:
- Para que queres tu saber? São dez euros por hora.
- Então, pai, poderias emprestar-me três euros?
- Então é por isso que queres saber quanto ganho por hora? Vai para a cama e não me aborreças mais!
Já era noite quando o pai começou a pensar no que tinha acontecido e sentiu-se culpado. Talvez o filho necessite de comprar algo. Entrou no quarto e perguntou-lhe baixinho:
- Filho, estás a dormir?
- Não, pai.
- Olha, aqui tens os três euros que me pediste.
- Muito obrigado, pai.
Depois a criança levantou-se, foi buscar os sete euros do mealheiro e disse ao pai:
- Agora já tenho dez euros! Pai, podias vender-me uma hora do teu tempo?


Os pais podem dar coisas aos filhos. Mas o que eles mais necessitam é que lhes dêem tempo para os escutarem.
In Cavaleiro da Imaculada, nº 888

Chamo-me felicidade

Faço parte da vida daqueles que tem amigos,
pois ter amigos é ser Feliz. Faço parte da vida daqueles que vivem cercados por pessoas como você, pois viver assim é ser Feliz! Faço parte da vida daqueles que acreditam que ontem é passado, amanhã é futuro e hoje é uma dádiva, por isso chamado presente. Faço parte da vida daqueles que acreditam na força do Amor, que acreditam que para uma história bonita não há ponto final. Eu sou casada, sabiam? Sou casada com o Tempo. Ah... O tempo é lindo! Ele resolve todos os problemas. Ele reconstrói corações, ele cura machucados, ele vence a Tristeza... Juntos, eu e o Tempo tivemos três filhos: A Amizade, a Sabedoria e o Amor. A Amizade é a filha mais velha. Uma menina linda, sincera, alegre. A Amizade brilha como o sol... A Amizade une pessoas, pretende nunca ferir, sempre consolar. A do meio é a Sabedoria... culta, íntegra, sempre foi mais apegada ao Pai, o Tempo. A Sabedoria e o Tempo andam sempre juntos! O do meio é o Amor. Ah! como esse me dá trabalho! É teimoso, às vezes só quer morar num lugar... Eu vivo dizendo: Amor, você foi feito para morar em dois corações, não em apenas num... O Amor é complexo, mas é lindo, muito lindo! Quando ele começa a fazer estragos eu chamo logo o pai dele, o Tempo...
e aí o Tempo sai fechando todas as feridas que o Amor abriu! Uma pessoa muito importante ensinou-me uma coisa... Tudo no final sempre dá certo, se ainda não deu, é porque não chegou o final. Por isso, acredite sempre na minha família! Acredite no Tempo, na Amizade, na Sabedoria e principalmente no Amor... Aí, com certeza um dia, eu, a Felicidade, baterei à tua porta ! Tenha Tempo para os Sonhos... Eles conduzem sua carruagem para as Estrelas! 

(desconheço a autoria)

sexta-feira

A vida


Por muito tempo eu pensei que a minha vida fosse se tornar uma vida de verdade.
Mas sempre havia um obstáculo no caminho, algo a ser ultrapassado antes de começar a viver - um trabalho não terminado, uma conta a ser paga.
Aí sim, a vida de verdade começaria...
Por fim, cheguei a conclusão de que esses obstáculos eram a minha vida de verdade. Essa perspectiva tem me ajudado a ver que não existe um caminho para a felicidade.
A felicidade é o caminho! Assim, aproveite todos os momentos que você tem. E aproveite-os mais se você tem alguém especial para compartilhar, especial o suficiente para passar seu tempo; e lembre-se que o tempo não espera ninguém.
Portanto, pare de esperar...
até que você termine a faculdade;
até que você volte para a faculdade;
até que você perca 5 quilos;
até que você ganhe 5 quilos;
até que você tenha tido filhos;
até que seus filhos tenham saído de casa;
até que você se case;
até que você se divorcie;
até sexta à noite;
até segunda de manhã;
até que você tenha comprado um carro ou uma casa novos;
até que seu carro ou sua casa tenham sido pagos;
até o próximo verão, primavera, outono, inverno;
até que você esteja aposentado;
até que a sua música toque;
até que você tenha terminado seu drink;
até que você esteja sóbrio de novo;
até que você morra;
e decida que não há hora melhor para ser feliz do que AGORA MESMO...
Felicidade é uma viagem, não um destino.
HENFIL

sexta-feira

Os milagres de que não damos conta...


Conta-se do grande pensador e filósofo francês Blas Pascal que certo dia marcou um encontro com um amigo num castelo, no alto de uma colina. Depois de um grande espaço de tempo em que o esteve esperando, este chegou com o rosto desfigurado, a roupa rota e o corpo cheio de contusões e feridas. - Que te sucedeu? - perguntou Pascal. - Não imaginas o milagre que Deus me acaba de fazer! - replicou o amigo. Quando vinha para cá, o meu cavalo resvalou à beira de uma ladeira. Eu caí e fui rodando e deslizando e detive-me precisamente à beira do precipício. És capaz de imaginar o que foi isto? Que grande milagre Deus me acaba de fazer! Ao que Pascal respondeu: - E que milagre me acaba de fazer Deus a mim, que quando vinha para cá nem sequer caí do cavalo! Quantos milagres faz Deus todos os dias por nós. Milagres que nunca vemos e de que nem sequer damos conta.
in Almanaque Boa Nova 2008

É necessário dar tempo ao tempo

Era uma vez um camponês chinês, muito pobre mas sábio, que trabalhava a terra duramente com o seu filho. Um dia o filho disse-lhe: “Pai, que desgraça, o nosso cavalo fugiu.”
Porque lhe chamas desgraça? Respondeu o pai. Veremos o que nos traz o tempo.
Passados alguns dias o cavalo regressou acompanhado de uma linda égua selvagem. Pai, que sorte. Exclamou o rapaz. O nosso cavalo trouxe outro cavalo. Porque lhe chamas sorte? Respondeu o pai. Veremos o que nos traz o tempo.”
Uns dias depois o rapaz quis montar o cavalo novo mas este, não acostumado à sela, encabritou-se e deitou-o ao chão.
Na queda, o rapaz partiu uma perna. Pai, que desgraça, parti a perna. O pai, retomando a sua experiência e sabedoria, disse: Porque lhe chamas desgraça? Veremos o que nos traz o tempo.
O rapaz não se convencia da filosofia do pai. Poucos dias depois passaram pela aldeia os enviados do rei à procura de jovens para levar para a guerra. Foram a casa do ancião, viram o jovem debilitado e deixaram-no, seguindo o seu caminho.
O jovem compreendeu então que nunca se deve dar nem a desgraça nem a fortuna como absolutas mas que, para se saber se algo é mau ou bom, á necessário dar tempo ao tempo.
Desconheço o autor
A moral deste conto Chinês: A vida dá tantas voltas e é tão paradoxal no seu decorrer que tanto o mau pode vir a ser bom, como o bom pode vir a ser mau.
Assim, esperemos o dia de amanhã com Alegria e vivamos o dia de hoje em Plenitude

quinta-feira

Os acasos da vida

O Artesão pegou em três molas de roupa, que depois de já usadas, resolve remodelá-las.
E...consegue!
Para que eu meditasse um pouco no valor da matéria, e sem que ninguém se apercebesse levou-as ao forno.
Pouco tempo depois, um cheiro característico, atento o olfacto descobre o sucedido. Numa travessa onde eu esquecera as ditas molas no forno, que havia ligado para aquecer e depois terminar um cozinhado, está algo que, de repente, não descortinei
Ao deparar com objectos estranhos, olhei-os e reparei em que pode tornar-se a nossa vida fora da nossa atenção à luz da verdadeira liberdade para que fomos colocados neste mundo.
Peguei nelas sem vontade de as deitar fora, porque as encontrei amorosas. Há pouco vi que estavam pousadas sobre um caderno de música.
Mais uma vez me apercebi que as mãos do Oleiro estão sempre a trabalhar e que a nós somente compete continuar a darmo-nos a Ele com paz de espírito, até que o Seu trabalho se consolide em nós.
A nós só nos pertence o pecado que nos compete reparar pela nossa conversão.
E quantos acasos da natureza passam por nós numa chamada de atenção e que deixamos escapar?!...


Pensa nisso...
(desconheço autor)

Tudo o que Deus faz é perfeito

Era uma vez...

UM REI que não acreditava na bondade de DEUS,
tinha um servo que em todas as situações lhe dizia:
“Meu rei, não desanime porque tudo o que Deus faz é perfeito, Ele não erra!”
Um dia eles saíram para caçar e uma fera atacou o rei.
O seu servo conseguiu matar o animal, mas não pôde evitar que sua majestade perdesse um dedo da mão.
Furioso e sem mostrar gratidão por ter sido salvo, o nobre disse:
- Deus é bom?! Se Ele fosse bom eu não teria sido atacado e perdido o meu dedo.
O servo apenas respondeu:
- Meu Rei, apesar de todas essas coisas, só posso dizer-lhe que Deus é bom;
e ele sabe o porquê de todas as coisas.
O que Deus faz é perfeito. Ele nunca erra!

Indignado com a resposta, o rei mandou prender o seu servo. Tempos depois, saiu para uma outra caçada e foi capturado por selvagens que faziam sacrifícios humanos.
Já no altar, prontos para sacrificar o nobre, os selvagens perceberam que a vítima não tinha um dos dedos e soltaram-no, pois ele não era perfeito para ser oferecido aos deuses.
Ao voltar para o palácio, mandou soltar o seu servo e recebeu-o muito afectuosamente:
- Meu caro, Deus foi realmente bom comigo!
Escapei de ser sacrificado pelos selvagens, justamente por não ter um dedo!
Mas tenho uma dúvida: Se Deus é tão bom, por que permitiu que você, que tanto o defende, fosse preso?
- Meu rei, se eu tivesse ido com o senhor nessa caçada, teria sido sacrificado em
seu lugar, pois não me falta dedo algum. Por isso, lembre-se:
tudo o que Deus faz é perfeito. Ele nunca erra!
Muitas vezes queixamo-nos da vida e das coisas aparentemente más que nos acontecem, esquecendo-nos que nada é por acaso e que tudo tem um propósito. Todas as manhãs, oferece o teu dia ao Senhor Jesus e pede para Deus inspirar os teus pensamentos, guiar os teus actos, apaziguar os teus sentimentos e nada temas, pois DEUS NUNCA ERRA!
(desconheço autor)

Os animais também rezam

Era uma vez uma lesma. Uma lesma que começou a subir uma cerejeira, num daqueles dias frescos e ventosos, do Outono. Uma ave, vendo-a, encheu-se de força e aproximando-se dela, perguntou-lhe: -Ouve lá, ó cabeça dura, não vês que já não há cerejas nesta árvore? A pequena lesma, sem parar, respondeu: - Tens razão. Vão passar o Verão, o Outono e o Inverno. Eu não deixarei de subir. Quando chegar a Primavera, já estarei lá em cima e então haverá muitas cerejas para comer. Neste novo dia que vai correndo, não deixemos que o cansaço de nós se apodere. Caminhemos e ofereçamos, sem cessar, a nossa caminhada ainda que muito lenta mas perseverante. Quando Deus nos chamar, teremos a alegria de saborear todos os manjares que escolheu para nós.  
(Desconheço autor)

Sejamos perseverantes


Um rio ficou muito satisfeito quando reparou que as suas água aumentavam de caudal,
alagavam as terras e ajudavam a produzir as plantações.
Julgava-se o senhor poderoso.
Um dia, porém, a enchente diminuiu e a natureza ordenou ao rio que regressasse ao seu caudal normal.
Uma parte do coração do rio aceitou esta situação. A água continuou a sua caminhada feliz, até ao mar.
Outra parte, descontente ficou parada e transformou-se numa lagoa.
A água não foi renovada e acabou por se enterrar na areia e desapareceu por infiltração e evaporação.
Quando a água deu os últimos sinais de vida, sobre a terra só havia lodo e podridão.
Saibamos ser como a água que, sem desfalecer, foi até ao mar onde encontrou nova vida em fraternidade com outras águas que a animaram a seguir em frente e a não viver só para si.
A água do lago não é mais que uma comparação com os que se acomodam e não encontram saída por outros atalhos.
Parar é morrer...
(Desconheço autor)

Porque gritamos?

Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta aos seus discípulos: "Porque é que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?" "Gritamos porque perdemos a calma", disse um deles. "Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado?" Questionou novamente o pensador. "Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça", disse outro discípulo. E o mestre volta a perguntar: "Então não é possível falar-lhe em voz baixa?" Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador. Então ele esclareceu: "Vocês sabem porque se grita com uma pessoa quando se está aborrecido?" O facto é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, os seus corações afastam-se muito. Para cobrir esta distância precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente. Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para se ouvirem um ao outro, através da grande distância. Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão apaixonadas? Elas não gritam. Falam suavemente. E por quê? Porque os seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena. Às vezes os seus corações estão tão próximos, que nem falam, somente sussurram. E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer de sussurrar, apenas se olham, e basta. Os seus corações entendem-se. É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas." Por fim, o pensador conclui, disse: "Quando vocês discutirem, não deixem que os vossos corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta".
Mahatma Gandhi

Pensa duas vezes

Uma antiga lenda Índia, diz-nos que um dia um homem achou um ovo de águia e 
que o depositou num ninho de "galinhas do campo" para crescer com elas.
Toda a sua vida, a águia fez o que uma galinha faz normalmente.
Procurava na terra os insectos e comida. Cacarejava como uma galinha. 
Voava a alguns metros, e era uma nuvem de penas.
De toda a maneira é assim que voam as galinhas.
Os anos passaram. E a águia envelheceu. 
Um dia, viu um magnífico pássaro a voar no céu sem nuvens. 
Levantava-se com estilo, com a magnitude das suas asas.
"Que belo pássaro !" diz a águia aos vizinhos. O que é ?"
"É uma águia, o rei dos pássaros", diz a galinha.
"Mas não vale a pena pensares nisso. Nunca serás uma águia."
Assim ficou a águia, e não voltou a pensar duas vezes.
Morreu a pensar que era uma galinha.
Já pensou que podia ser, (tu, que me lês), uma galinha do campo?
Pense duas vezes...
(Desconheço o autor)

O sentido da vida


Um grande filósofo reflectia, dia a pós dia, acerca do sentido da vida.
Tinha dedicado os melhores anos da sua vida à solução deste enigma.
Tinha consultado os melhores sábios da humanidade.
Tinha a sua biblioteca cheia de livros.
Mas os anos iam passando e não encontrava resposta à sua questão.
Uma tarde, no jardim, reparou que a sua filha, de cinco anos,
estava tranquilamente a brincar. Aproximou-se dela e perguntou-lhe:
- Catarina, porque é que estás neste mundo?
A menina olhou para ele, abraçou-o e respondeu imediatamente:
- Para te amar, pai, para te amar.
Conta-se que o filósofo ficou tão surpreendido que deixou cair ao chão o livro que tinha nas mãos.
Afinal que sentido tem a nossa vida? A resposta pode vir da boca de uma simples criança. Deus criou-nos para a excelência e para vivermos o maior e mais belo mandamento do Amor.

O mendigo!

Era uma vez um mendigo que estava sentado na rua a pedir esmola. Inesperadamente viu o rei a aproximar-se, vestido com a sua capa e com uma coroa na cabeça. O mendigo pensou consigo: «Vou pedir lhe esmola e ele certamente me irá dar o suficiente para viver pelo menos durante um mês». Quando o rei passou diante dele, disse-lhe: -Majestade não podia dar-me uma esmola? O rei fixou-o e disse-lhe: -Porque não és tu a dar-me algo? Porventura não sou eu o teu rei? O mendigo não sabia que responder e disse: -Mas, Majestade, eu sou pobre e não tenho nada! O rei respondeu: Deves ter alguma coisa. Procura! O mendigo buscou e encontrou uma laranja, um pão e uns grãos de arroz. Pensou que devia ficar com a laranja e o pão. Por isso pegou em apenas cinco grãos de arroz e deu-lhos. O rei disse: - Vês como tinhas alguma coisa para dar? E o rei deu-lhe então cinco moedas de ouro, uma por cada grão de arroz. O mendigo feliz disse: Majestade, julgo que tenho outras coisas… Mas os rei respondeu imediatamente: Só te posso recompensar por aquilo que deste de coração ao teu rei.
- Por vezes somos como este mendigo.
Só oferece-mos aquilo que já não nos faz falta
e não entregamos aquilo que realmente precisamos
e sobretudo aquilo que somos.
Vamos pedir ao Senhor para que nos ajude
a cultivar este espírito de entrega total.

Uma hora...


Uma criança perguntou timidamente ao pai quando este regressava do trabalho: - Pai, quanto é que ganhas por hora? O pai, friamente, respondeu: - Para que queres tu saber? São dez euros por hora. - Então, pai, poderias emprestar-me três euros? - Então é por isso que queres saber quanto ganho por hora? Vai para a cama e não me aborreças mais! Já era noite quando o pai começou a pensar no que tinha acontecido e sentiu-se culpado. Talvez o filho necessite de comprar algo. Entrou no quarto e perguntou-lhe baixinho: - Filho, estás a dormir? - Não, pai. - Olha, aqui tens os três euros que me pediste. - Muito obrigado, pai. Depois a criança levantou-se, foi buscar os sete euros do mealheiro e disse ao pai: - Agora já tenho dez euros! Pai, podias vender-me uma hora do teu tempo?
Os pais podem dar coisas aos filhos. Mas o que eles mais necessitam é que lhes dêem tempo para os escutarem. Pensem nisso!
In Cavaleiro da Imaculada, nº 888

Quem é idiota?


Conta-se que numa cidade do interior um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia. Um pobre coitado, de pouca inteligência, vivia de pequenos biscates e esmolas. Diariamente eles chamavam o idiota ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas: uma grande de 400 REIS e outra menor, de 2000 REIS. Ele escolhia sempre a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos. Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e perguntou-lhe se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos.
Respondeu o tolo:
- Eu sei, ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar a minha moeda.
Podem-se tirar várias conclusões dessa pequena narrativa: A primeira: Quem parece idiota, nem sempre é. A segunda: Quem eram os verdadeiros idiotas da história? A terceira: Se fores ganancioso, acabas por estragar actua fonte de rendimento.
Mas a conclusão mais interessante é:
A percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito.
Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas sim, o que realmente somos. Por vezes, há vantagem em um homem inteligente armar-se em idiota diante de um idiota que se arma em inteligente.
(recebida por mail)

A roupa de Gandhi

Mahatma Gandhi provou que a "roupa não faz o homem".
Só usava uma tanga a fim de se identificar com as massas simples da Índia. Certa vez chegou assim vestido numa festa dada pelo governador inglês. Os criados não o deixaram entrar. Voltou para casa e enviou um pacote ao governador, por um mensageiro. Continha um fato. O governador ligou para a casa dele e perguntou-lhe o significado do embrulho. O grande homem respondeu: - Fui convidado para a sua festa, mas não me permitiram entrar por causa da minha roupa. Se é a roupa que vale, eu envio-lhe o meu fato...

Desconheço o autor


Gotas de óleo


Num quarto modesto, o doente grave pedia silêncio.
Mas a velha porta rangia nas dobradiças cada vez que alguém a abria ou fechava. O momento solicitava quietude, mas não era oportuno para a reparação adequada. Com a passagem do médico, a porta rangia, nas idas e vindas do enfermeiro, no trânsito dos familiares e amigos, eis a porta a chiar, estridente.
Aquela circunstância trazia, ao enfermo e a todos que lhe prestavam assistência e carinho, verdadeira guerra de nervos.
Contudo, depois de várias horas de incómodo, chegou um vizinho e colocou algumas gotas de óleo lubrificante na antiga engrenagem e a porta silenciou, tranquila e obediente.
Em muitas ocasiões há um tumulto dentro dos nossos lares, no ambiente de trabalho, numa reunião qualquer. São as dobradiças das relações fazendo barulho inconveniente. São problemas complexos, conflitos, inquietações, abalos...
Entretanto, na maioria dos casos nós podemos apresentar a cooperação definitiva para a extinção das discórdias.
Basta que lembremos do recurso infalível de algumas
GOTAS DE COMPREENSÃO e a situação muda.
-Algumas
GOTAS DE PERDÃO acabam de imediato com o chiado das discussões calorosas.
GOTAS DE PACIÊNCIA no momento oportuno podem evitar grandes dissabores.
GOTAS DE CARINHO penetram as barreiras mais sólidas e produzem efeitos duradouros e salutares. Algumas
GOTAS DE SOLIDARIEDADE e FRATERNIDADE podem conter uma guerra de muitos anos.
- É com algumas
GOTAS DE AMOR que as mães dedicadas abrem as portas mais emperradas dos corações confiados à sua guarda.
- São as
GOTAS DE PURO AFECTO que penetram e dulcificam as almas ressacadas de esposas e esposos, ajudando na manutenção da convivência duradoura.
- Nas relações de amizade, por vezes, algumas
GOTAS DE AFEIÇÃO são suficientes para lubrificar as engrenagens e evitar os ruídos estridentes da discórdia e da intolerância.
Dessa forma, quando perceber que as dobradiças das relações estão fazendo barulho inconveniente, não espere que o vizinho venha solucionar o problema.
Lembre-se que poderá silenciar qualquer discórdia lançando mão do óleo lubrificante do amor, útil em qualquer circunstância, e sem contra indicação.
Não é preciso grandes virtudes para lograr êxito nessa empreitada.
Basta agir com sabedoria e bom senso.
Às vezes, são necessárias apenas algumas
GOTAS DE SILÊNCIO para conter o ruído desagradável de uma discussão infeliz.
E se é daqueles que pensa que os pequenos gestos nada significam, lembre-se de que as grandes montanhas são constituídas de pequenos grãos de areia.
(Autor desconhecido)

De aprendiz a peça de um puzzle


"Era uma vez um menino que queria ser FAROL. Então dirigiu-se ao mestre faroleiro, que estava na “Escola Iluminar”, uma escola que ensinava aos meninos a serem faróis e cujo director era o mestre. - Bom dia, mestre. Venho aqui porque eu quero ser FAROL, tornar-me FAROL e ser FAROL para os outros. O mestre ficou espantado porque nunca ninguém lhe tinha dirigido assim a palavra. Todos os meninos e meninas que vinham para o colégio eram postos lá porque os pais os inscreviam, e não por vontade deles. - Muito bem! – disse-lhe o mestre – E porque queres ser farol? - Para ajudar os outros e indicar-lhes o caminho. Não quero deixar que um barco se perca à deriva no mar. Quero ser luz! Esta frase marcou o coração do mestre. Nunca tinha visto uma criança tão convicta no seu objectivo. Este sim, seria um verdadeiro FAROL. O mestre não lhe entregou nenhuma ficha de inscrição para preencher nem coisa assim. Apenas lhe disse: - Rapaz, vejo o que queres. Não te entrego uma ficha de inscrição porque para se ser farol, e quem o quer ser, não precisa de uma ficha de inscrição para intervir no seu caminho. O menino sorriu para o mestre e deu-se um silêncio em que só o olhar falava. - Sabe, - disse o menino – o silêncio dá-nos as respostas para a vida e indica-nos o destino que só Deus sabe… E aí terminou a conversa entre o mestre e o menino. - Dirige-te à sala principal e lá nos encontraremos daqui a um quarto de hora. – disse o mestre – Aproveita e come qualquer coisa. Esta conversa deu a perceber ao mestre muita coisa, incluindo a vontade e a força que aquela criança tinha e o medo ultrapassado quando ela divulgou o seu sonho ao mais sábio dos faroleiros. O menino dirigiu-se ao bar da escola para comer e de seguida foi ter à sala principal. Quando lá chegou viu um grupo de alunos e supôs que ia ser a sua turma de trabalho. Aproximou-se para os saudar mas, para seu espanto, a turma não se mostrou minimamente interessada para o conhecer. Mal o grupo o viu começou logo a ofendê-lo com comentários do género: - Olha aquele meia leca! Ouvi dizer que está no nosso grupo. O pobre coitado não se vai aguentar! - Que sentimentalista! E que tal fazeres um livro? Ah, ah, ah…! Todos gozavam com ele, mas o menino não desistiu, porque o seu maior sonho era ser farol e a sua força de vontade não o deixaria desistir do seu objectivo. Chegou o mestre e o seu assistente! O menino está ansioso por começar as aulas. - Bom dia, meninos. Este ano temos um colega novo no nosso grupo. Dêem-lhe muito apoio e façam-no sentir integrado no grupo. – disse o mestre – O primeiro passo a dar é serem todos amigos. Sem isso, nada feito mas penso que vão todos dar-se lindamente, por isso vamos passar ao próximo passo. Imaginem que encontram um amigo vosso a chorar. O que é que fazem? a). Fazem de conta que não o conhecem e passam por ele sem dizer nada. b). Passam por ele, chamam-lhe chorão e dizem-lhe para não chorar. c). Vão ter com ele calmamente, perguntam-lhe o que se passa e ajudam-no a resolver a situação ou a esquecê-la. - Ó mestre, essa é fácil! – diz um rapaz com ar armante e despreocupado – Chamo-lhe chorão, assim ele aprende a não chorar por coisas desnecessárias.
É óbvio que é a hipótese b)! - Eu cá discordo! – diz outro rapaz que acha que é o maior – Cá para mim é a hipótese a). Faço de conta que não o conheço, assim não me meto em problemas. Eis que o menino responde: - É a hipótese c)! Eu nunca deixaria um colega meu a sofrer só porque eu não tinha coragem para enfrentar os problemas. Eu nunca ofenderia um amigo, mesmo vendo que ele estava a passar por um mau bocado. Todos nós temos uma segunda oportunidade e todos nós nos sentimos mal de vez em quando. Não é preciso ter vergonha de chorar. Chorar faz bem ao coração e limpa a alma. - Muito bem! – disse o mestre – A resposta está certa! É a c).
Os colegas do menino ficaram pasmados com as palavras dele e acharam que ele tinha razão, mas não quiseram mostrar o seu outro lado sensível e não se deixaram intimidar. Passaram-se dias e, de todas as tarefas que era para fazer e de todas as questões que o mestre fazia, o menino ganhava sempre. Os colegas dele ficavam com mais inveja dele e não lhe falavam nem o ajudavam. Eles pensavam que ele estava contente por ganhar sempre, mas o menino estava muito triste por os colegas não gostarem dele e lhe terem inveja. Tinha de continuar e ultrapassar o que sentia. Como o provérbio diz: “Deus escreve direito por linhas tortas”. Tudo se ia acabar por resolver e ele sabia disso. Na prova final, todos os meninos tinham de responder a várias perguntas afixadas no papel e, se respondessem correctamente iam dar ao sítio certo, se respondessem errado iam dar ao mesmo sítio de onde tinham partido. O menino respondeu correctamente às perguntas, mas quando estava quase a chegar à meta ouviu gritos, como se alguém estivesse a pedir socorro. Ele, assustado, não pensou duas vezes e seguiu o som. Era um colega seu que tinha tropeçado numa pedra e caído num precipício. Estava apenas agarrado a um ramo prestes a partir e o menino não sabia o que fazer. Até que teve uma ideia! Tirou imediatamente o seu cinto comprido das calças e lançou ao seu colega. As calças caíram-lhe, mas ele não se importou. Só o queria salvar! Atou a outra ponta do cinto a um tronco firme de uma árvore e começou a puxar. Conseguiu salvar o colega e este agradeceu-lhe muito. - Salvaste-me a vida! Nem sei como te agradecer – disse o colega – Desculpa-me de todo o mal que te fiz, da inveja que senti por ti e de te troçar. Por favor, desculpa! - Não precisas de me agradecer. Eu fiz aquilo que deveria ter feito. Se eu não vencesse o medo que tive quando te vi, quase a morrer, jamais me perdoaria. Eu tinha de te salvar! Ah, e já agora, podes-me dar o meu cinto? É que, se não te lembras, as calças caíram-me. - É claro! – disse o colega rindo-se. Quando chegaram à meta, todos aplaudiram… até aplaudiram mais do que ao vencedor. - Anda ao meu gabinete, por favor! – disse o mestre ao menino – Quero dizer-te uma coisa. O menino acompanhou o mestre até ao gabinete da escola. - O que tu fizeste foi muito bonito, sabias?! Esqueceste-te de ti a pensar nos outros e não te lembraste da inveja que ele sentia por ti nem de todo o mal que ele te fez – disse o mestre. - Eu não me importei de não ganhar, mas se eu perdesse este colega por má vontade minha, jamais me perdoaria. Nunca ouviu dizer “ Pensa primeiro nos outros antes de pensares em ti”? - Sim, já ouvi falar e essa foi a frase com que comecei o meu percurso. Ao longo deste caminho eu tive pessoas que me ajudaram, que me apoiaram, que me invejaram e uma força invisível que sempre nos guia. Foi essa força que não te deixou desistir, que venceu todo o medo e que te ajudou a salvares o teu colega. Passaste na prova e, a partir de hoje, és um FAROL. O menino ficou tão contente que nem disse nada. Ele foi para um coro que se chama FAROL e que canta músicas sobre Deus. Esse coro tem pessoas de todas as idades e nele reina a união e a inter-ajuda entre todos, tal como num puzzle. Isto porque cada membro da família FAROL é uma peça do puzzle e basta faltar apenas uma para o puzzle ficar incompleto e para a união e a inter-ajuda falhar. Todas elas têm uma vontade de crescer, de ser diferente, de ver o mundo a sorrir e a cantar, de ver a vida de maneira diferente e, principalmente, de aprenderem uns com os outros. Este coro quer chegar aos corações de quem os ouve e passar a mensagem e o sonho que quer viver de mão em mão. Este coro ainda hoje existe e tu conhece-lo muito bem! "
Desconheço o Autor

Gestão do tempo


Um consultor, especialista em gestão do tempo, quis surpreender a Assistência numa conferência. Tirou debaixo da mesa um frasco grande de boca larga. Colocou-o em cima da mesa, junto a uma bandeja com Pedras do tamanho de um punho, e perguntou: -"Quantas pedras pensam que cabem neste frasco?" Depois dos presentes fazerem suas conjecturas, começou a meter pedras até que encheu o frasco. E aí perguntou: -"Está cheio?" Todos olharam para o frasco e assentiram que sim. Então ele tirou debaixo da mesa um saco com gravilha (pedrinhas pequenas, menores que a "brita"). Colocou parte da gravilha dentro do frasco e agitou-o. As pedrinhas penetraram pelos espaços deixados pelas pedras grandes. O consultor sorriu com ironia e repetiu: -"Está cheio?" Desta vez os ouvintes duvidaram: -"Talvez não.", responderam. - "Muito bem!", disse ele, e pousou na mesa um saco com areia que começou a despejar no frasco. A areia infiltrava-se nos pequenos buracos, deixados pelas pedras e pela gravilha. -"Está cheio?", perguntou de novo. -"Não!", exclamaram os presentes. Então o consultor pegou uma jarra com água e começou a derramar para dentro do frasco. O frasco absorvia a água sem transbordar. -"Bom, o que acabamos de demonstrar?", perguntou. Um ouvinte, mais afoito, arriscou: -"Que não importa o quão cheia está a nossa agenda; se quisermos, sempre conseguimos fazer com que caibam mais compromissos." -"Não!", concluiu o especialista, "o que esta lição nos ensina é que se não colocarem as pedras grandes primeiro, nunca poderão colocá-las depois... E quais são as grandes pedras nas nossas vidas? A pessoa amada, nossos filhos, os amigos, os nossos sonhos e desejos, a nossa saúde. Lembrem-se: ponham-nos sempre primeiro. O resto encontrará o seu lugar!"

Autor Desconhecido
 

O Tempo e o relógio


Certa vez, o tempo e o relógio se encontraram (embora estejam todo tempo juntos).
O tempo, revoltado há muito tempo, disse ao relógio tudo aquilo que, há tempos, vinha guardando. Que ele, tempo, tinha saudades daqueles tempos em que não existiam relógios e todo mundo tinha tempo. Mas, quando o homem, ingrato, fabricou o relógio que começou a marcar tempo, ninguém mais conseguiu ter tempo. O homem ficou reduzido a horas, minutos e segundos. "Antes, naqueles bons tempos" - disse o tempo - "todo homem tinha tempo de admirar a natureza. Viviam com o sol de dia, dormiam com a lua à noite". "Quando a lua caprichosa não queria aparecer, era um bando de estrelas que piscavam brincalhonas, dando tempo para o sol nascer". "Mas agora, nestes tempos, ninguém mais tem tempo de ver se a lua vem sorrindo para a direita ou para a esquerda, se está de cara cheia ou de mau humor, sem querer aparecer". O tempo prosseguiu com um sorriso de tristeza. "Antigamente - que tempos! - os homens nasciam no tempo certo em que tinham de nascer. Não havia incubadora para os fora de tempo nem cesariana para os que passam do tempo. A natureza sabia, em tempo, quando era tempo. Hoje, o homem já obedece a você, mesmo antes de nascer. Os médicos estão apressados e sem tempo para perder". O relógio só ouvia e, apressado, prosseguia no seu tic-tac sem tempo de, responder com medo de se atrasar. "Noutros tempos" – disse o tempo – "o homem crescia sem pressa, com tempo de amadurecer. Comia sem ter horário, dormia quando tinha sono. Fazia amor ao relento, como flores
que se beijam, como aves que se aninham. Envelhecia aos pouquinhos, como um calmo entardecer. Depois, dormia o sono profundo e, no outro despertar, abraçava-me com carinho, no infinito...no infinito...". O tempo enxugou uma lágrima, talvez de orvalho. A voz que estava embargada tomou uma conotação de revolta: "Hoje, vai logo para a escola e traz para casa um horário. Quando aprende a ler as horas ganha do pai um relógio e, assim, ensinam-lhe bem cedo a maneira mais correcta de nunca ter tempo na vida". O tempo não se preocupava mais com o tic-tac do relógio que nada respondia para não se atrasar. Continuou a sofismar com voz mais branda. "Come apressado, sem tempo. Dorme ainda sem sono, pois, de manhã bem cedinho, você começa a gritar arrancando-o da cama, quando ainda queria dormir". "Amor? Nem sei se ainda faz... há gente que nem tem tempo. Quando faz é no zás-trás. Quando vê, já envelheceu, sem ver o tempo passar". "Na hora do sono profundo, enterram-no apressados, para a vida continuar. E no outro despertar, chega tão atordoado que não consegue me achar". Ao relógio, sem poder nunca parar, só restava se calar. Além do sentimento de culpa que passou a carregar, a partir desse tempo, quando bate as doze badaladas no silêncio da meia-noite, o canto é tão melancólico que até parece chorar.

(Desconheço autor)

Geração velha, geração nova...


Um arrogante estudante universitário,
a passear junto à praia, resolveu explicar a um cidadão sénior, que estava calmamente sentado nos degraus que levavam à praia, porque é que era impossível a geração mais velha compreender a sua geração. "Você cresceu num mundo diferente, realmente quase primitivo", disse o estudante suficientemente alto para todos ouvirem. "Os jovens de hoje cresceram com televisão, aviões a jacto, viagens espaciais, o homem a andar sobre a lua. Nós temos a energia nuclear, naves espaciais, telemóveis, computadores extremamente rápidos... e muito mais." Após um breve silêncio, o cidadão sénior respondeu: - Tem razão, jovem. Nós não tínhamos essas coisas quando éramos novos... por isso inventámo-las! E já agora diga-me, seu arrogante… e... , o que é que está você a fazer pela próxima geração? O aplauso foi estrondoso!

A minha parte...

Um imenso incêndio arrasa a floresta.
Enlouquecidos, os animais fogem cada qual para seu lado.
Só um colibri, sem descanso, vai e vem continuamente do rio 
até ao braseiro fumegante, com uma gota de água no bico, que deposita sobre o fogo.
Um tucano de bico enorme interpela-o:
"Enlouqueceste, colibri, bem vês que o que fazes não adianta nada".
"Sim, eu sei", responde o colibri, "mas estou a fazer a parte que me compete".

(Desconheço o autor)

Fazer a diferença


"Era uma vez um escritor que morava numa praia tranquila, junto a uma colónia de pescadores. Todas as manhãs ele passeava à beira mar para se inspirar, e de tarde ficava em casa, escrevendo. Um dia, enquanto caminhava na praia, ele viu um vulto que parecia estar a dançar.
Quando se aproximou, era um jovem na areia a pegar nas estrelas do mar, uma por uma, e a atirá-las novamente para o oceano.
- Por que está a fazer isso? - perguntou o escritor.
- Não percebe? - disse o jovem. - A maré está baixa e o sol está muito forte. Elas vão secar ao sol e morrer, se ficarem aqui na areia.
- Mas jovem, existem milhares de quilómetros de praia por esse mundo fora, e centenas de milhares de estrelas do mar, espalhadas pelas praias. Que diferença faz? Manda umas poucas de volta ao oceano. A maioria vai morrer de qualquer forma!
O jovem pegou noutra estrela na areia, mandou-a de volta ao oceano, olhou para o escritor e disse:
- Para esta, eu fiz a diferença. Naquela noite o escritor não conseguiu dormir nem sequer escrever. De manhãzinha foi para a praia, reuniu-se ao jovem e juntos começaram a devolver as estrelas do mar de volta ao oceano.
Esperemos que sejas um dos que querem fazer deste universo um lugar melhor com a tua presença. Assim sendo, espero por ti, para juntos podermos atirar estrelas do mar de volta ao oceano."

Sem mais palavras...

Folha em branco

Certo dia eu estava aplicando uma prova, os alunos,
em silêncio tentavam responder as perguntas com uma certa ansiedade. 
Faltavam uns 15 minutos para o encerramento
e um aluno levantou o braço, dirigiu-se a mim e disse: 
- Professor, pode me dar uma folha em branco ? 
Levei a folha até sua carteira e perguntei porque
queria mais uma folha em branco. Ele respondeu: 
- Eu tentei responder as questões,
rabisquei tudo, fiz uma confusão danada e queria começar outra vez. 
Apesar do pouco tempo que faltava, confiei no rapaz,
dei-lhe a folha em branco e fiquei torcendo por ele. 
Aquela sua atitude causou-me simpatia.
Hoje, lembrando aquele episódio simples,
comecei a pensar quantas Pessoas receberam uma folha em branco,
que foi a vida que DEUS lhe deu até agora, e só tem feito rabisco,
confusões, tentativas frustradas e uma Confusão danada...
Acho que, agora, seria um bom momento
para se pedir a DEUS uma folha Em branco;
uma nova oportunidade para ser feliz.
Assim como tirar uma boa nota
depende exclusivamente da atenção e Esforço do aluno,
uma vida boa, também depende da atenção que dermos
aos ensinamentos do professor nosso DEUS.
Não importa qual seja sua idade, condição financeira, religião...
Levante o braço, peça uma folha em branco, passe sua vida a limpo.
Não se preocupe em tirar 10 (dez), ser o melhor,
preocupe-se apenas em Ter a simpatia do Mestre.
Ele está mais interessado em quem pede ajuda,
portanto, só depende de você… 


Autor desconhecido

O vendedor de balões


Um dia, estava uma criança negra num parque a observar um vendedor de balões. Este homem deixou soltar um balão vermelho, que atraiu o olhar de todas as pessoas presentes.
A criança viu em seguida um balão azul a subir muito alto, depois um amarelo e, finalmente, um branco. Todos subiram nos céus até desaparecerem de vista.
A criança negra ficou à espera que soltasse um balão preto. Mas começou a ficar surpreendida, pois o homem não se decidia a soltá-lo. Por isso, decidiu aproximar-se e perguntar-lhe: "Se soltar o balão negro, ele subirá como os outros?"
O vendedor de balões sorriu compreensivo para a criança e, enquanto soltava o balão preto, respondeu: "Não é a cor, mas o que têm dentro, que faz subir os balões".
(de Pedrosa Ferreira )

O grãozinho de areia

“Era uma vez um grãozinho de areia que vivia no deserto no meio de milhões e milhões de outros grãozinhos de areia. Um dia, voltou-se para os amigos e disse-lhes: - Eu hei-de sair deste deserto! E os amigos estoiraram à gargalhada e a fazer pouco dele. - Tu não passas dum grão de areia. A tua vida é no deserto. Nunca hás-de sair daqui! E ele insistia. - Eu digo-vos que hei-de sair deste deserto! E os amigos rebentavam de novo à gargalhada e a fazer pouco dele. - Tu não passas de um grão de areia! Repetiam-lhe. Até que, de repente, o vento começou a soprar, muito forte. Levantou-se uma tempestade no deserto. Todos os grãozinhos de areia deram as mãos uns aos outros e juntaram-se todos muito juntinhos para não voar com o vento. Foi então que o nosso grãozinho aproveitou para largar as mãos de todos os outros e se deixar levar pelo vento. Levantou voo e voou, voou, voou durante horas.
Quando o vento deixou de soprar, ele já estava sobre as águas do mar. Caiu. Foi para o fundo dos oceanos, aterrou numa ostra e transformou-se numa pérola.”
in GOSTE DE SI de Luís Martins Simões
Todos temos capacidade para sonhar. Não deixemos que as críticas e a falta de apoio dos outros nos tirem essa capacidade. Se sairmos do nosso conforto e decidirmos arriscar, um sonho pode tornar-se numa realidade bem melhor que o próprio sonho.