domingo

O Cântaro lascado!



Um aguadeiro indiano tinha dois grandes cântaros. Transportava-os suspensos às duas extremidades de uma vara de madeira que se ajustava à forma dos seus ombros.

Um dos cântaros tinha uma brecha, e, enquanto o outro cântaro conservava perfeitamente toda a sua água da fonte até à casa do amo, o cântaro lascado perdia quase metade da sua preciosa carga durante o caminho.

Isto durou 2 anos, durante os quais, todos os dias, o aguadeiro só entregava um cântaro e meio de água em cada uma das suas viagens.

Claro, o cântaro intacto sentia-se orgulhoso, visto que conseguia cumprir a sua missão do princípio até ao fim sem falhar.

Mas o cântaro lascado tinha vergonha da sua imperfeição e sentia-se deprimido porque só conseguia cumprir metade do que era suposto ser capaz.

Ao fim de 2 anos daquilo que considerava como um desaire permanente, o cântaro lascado dirigiu-se ao aguadeiro, num momento em que este último o enchia na fonte.

   "Sinto-me culpado, e peço que me desculpes."

 "Porquê?" perguntou o aguadeiro. "De que tens vergonha?"

 "Durante 2 anos, apenas consegui transportar metade da minha carga de água para o nosso amo, devido a esta brecha que deixa entornar a água. Por minha culpa, fazes todos estes esforços, e, no final, só entregas metade da água ao nosso amo. Não obténs o reconhecimento completo dos teus esforços", disse-lhe o cântaro lascado.

O aguadeiro ficou emocionado com esta confissão, e, cheio de compaixão, respondeu: "Enquanto voltamos à casa do amo, quero que observes as magníficas flores que estão à borda da estrada".

Assim à medida que subiam pelo caminho, ao longo da colina, o velho cântaro viu, na borda do caminho, magníficas flores anhadas pelo sol, e aquilo aliviou-lhe o coração. Mas no fim do percurso, continuava a sentir-se mal porque tinha voltado a perder metade da sua água.

O aguadeiro disse ao cântaro: "Apercebeste-te de que havia flores lindas do TEU lado, e quase nenhuma do lado do cântaro intacto? Como sempre soube que entornavas água, decidi tirar partido disso.

Espalhei sementes de flores no caminho do teu lado, e, todos os dias, tu rega-las durante todo o percurso. Durante 2 anos, consegui, graças a ti, apanhar flores
magníficas que embelezaram a mesa do amo. Sem ti, nunca teria conseguido encontrar flores tão frescas e tão graciosas."

 
Moral da história: Todos temos brechas, feridas, defeitos. Somos todos cântaros lascados. Alguns de entre nós estamos enfraquecidos pela velhice, outros não brilham pela sua inteligência, outros são demasiado altos, demasiado fortes ou demasiado magros, alguns são calvos, outros estão debilitados fisicamente, mas são as brechas, os defeitos que temos que tornam as nossas vidas mais interessantes e exaltantes.

Devemos tomar os outros tais como eles são, e ver o que há de bom neles. Há coisas muito positivas por todo o lado. Há muita coisa boa dentro de si, (amigo leitor)!

Aqueles que são flexíveis têm a sorte de não conseguirem ser deformados. Não se esqueçam de apreciar todas as pessoas tão diferentes que povoam a nossa vida! Sem elas, a vida seria bem triste.

Obrigado por apreciar afetuosamente as minhas imperfeições - e, ainda mais importante para si - de aprender a amar as suas!...
(Desconheço autoria)

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