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segunda-feira

Conto de Natal

 
Era uma vez um pobre sapateiro que vivia numa cabana, na encruzilhada de um caminho, perto de um pequeno e humilde povoado. Como era um homem bom e queria ajudar os viajantes, que à noite por ali passavam, deixava na janela da sua casa, uma vela acesa todas as noites, de modo a guiá-los. E apesar da doença e a fome, nunca deixou de acender a sua vela. Veio então uma grande guerra, e todos os jovens partiram, deixando a cidade ainda mais pobre e triste. As pessoas do povoado ao verem a persistência daquele pobre sapateiro, que continuava a viver a sua vida cheio de esperança e bondade, decidiram imitá-lo e, naquela noite, que era a véspera de Natal, todos acederam uma vela em suas casas, iluminando todo o povoado. À meia-noite, os sinos da igreja começaram a tocar, anunciando a boa notícia: a guerra tinha acabado e os jovens regressavam às suas casas! 

Todos gritaram: “É um milagre! É o milagre das velas!”. A partir daquele dia, acender uma vela tornou-se tradição em quase todos os povos, na véspera de Natal.

(Autor desconhecido)

Um jeito de rezar...


Um pobre camponês regressava ao fim da tarde a sua casa depois de um dia de trabalho. De repente lembrou-se que não trazia consigo o seu livro de orações. Encontrava-se no meio do bosque e tinha-se desprendido uma roda da sua carroça.

O pobre homem estava aflito pensando que nesse dia não ia poder recitar as suas preces. Então rezou assim: "Senhor, cometi uma grande estupidez. Saí de casa sem o meu livro de orações. A minha memória é tão pouca que sem ele não sei rezar. De modo que vou recitar muito devagar o alfabeto cinco vezes seguidas. E Tu, que conheces todas as orações, podes juntar as letras e formar as preces que eu não recordo."

E Deus disse aos seus anjos: "De todas as orações que escutei hoje, esta foi sem dúvida alguma, a melhor. Uma oração que brotou de um coração humilde e sincero".
(Desconheço autor)
 
 

A arte de julgar os outros…


Eram dois vizinhos. Um deles comprou um coelho para os filhos. Os filhos do outro vizinho também quiseram um animal de estimação.
E os pais desta família compraram um filhote de pastor alemão. Então começa uma conversa entre os dois vizinhos:

 - Ele vai comer o meu coelho!

- De jeito nenhum. O meu pastor é filhote. Vão crescer juntos e 'pegar' amizade! E, parece que o dono do cão tinha razão. Juntos cresceram e se tornaram amigos. Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa. As crianças, felizes com os dois animais. Eis que o dono do coelho foi viajar no fim-de-semana com a família. E não levaram o coelho. No domingo, à tarde, o dono do cachorro e a família tomavam um lanche tranquilamente, quando, de repente, entra o pastor alemão com o coelho entre os dentes, imundo, sujo de terra e morto. O cão levou uma tremenda surra! Quase mataram o cachorro de tanto agredi-lo. Dizia o homem:

- O vizinho estava certo. Só podia dar nisso! Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar. E agora? Todos se olhavam. O cachorro, coitado, chorando lá fora, lambendo os seus ferimentos.

- Já pensaram como vão ficar as crianças? Não se sabe exatamente quem teve a ideia, mas parecia infalível:

- Vamos lavar o coelho, deixá-lo limpinho, depois a gente seca com o secador e o colocamos na sua casinha. E assim fizeram. Até perfume colocaram no animalzinho. Ficou lindo. Parecia vivo, diziam as crianças. Logo depois ouvem os vizinhos chegarem. Notam os gritos das crianças.

- Descobriram! Não passaram cinco minutos e o dono do coelho veio bater à porta, assustado. Parecia que tinha visto um fantasma.

- O que foi? Que cara é essa?

- O coelho, o coelho...

- O que tem o coelho? - Morreu!

- Morreu? Ainda hoje à tarde parecia tão bem.

- Morreu na sexta-feira! - Na sexta?

- Foi. Antes de viajarmos, as crianças o enterraram no fundo do quintal e agora ele reapareceu! A história termina aqui.

O que aconteceu depois fica para a imaginação de cada um de nós. Mas o grande personagem desta história, sem dúvida alguma, é o cachorro. Imagine o coitado, desde sexta-feira procurando em vão pelo seu amigo de infância. Depois de muito farejar, descobre seu amigo coelho morto e enterrado. O que faz ele? Provavelmente com o coração partido desenterra o amigo e vai mostrar para seus donos, imaginando que o fizessem ressuscitar. E o ser humano continua julgando os outros... A outra lição que podemos tirar desta história é que o homem tem a tendência de julgar os fatos sem antes verificar o que de fato aconteceu. Quantas vezes tiramos conclusões erradas das situações e nos achamos donos da verdade? Histórias como esta, são para pensarmos bem nas atitudes que tomamos. Às vezes, fazemos o mesmo... A vida tem quatro sentidos: amar, sofrer, lutar e vencer.

Então: AME muito, SOFRA pouco, LUTE bastante e VENÇA sempre!

quinta-feira

Ser discípulo é ser amigo!


 
Jesus enviou os seus discípulos dois a dois, isto é, como amigos. Ser discípulo de Cristo é ser amigo e testemunhar a amizade.
Um homem sonhou que estava a subir uma íngreme montanha com o seu cão. Os dois cansados e com muita sede viram a certa altura um portão. O homem perguntou ao vigilante:
- Que lugar é este, tão lindo?
- Isto é o céu.
- Que bom! Podemos beber da fonte?
- Você sim, o seu cão não. É proibida a entrada de animais.
O homem ficou desiludido pois era grande a sede mas não quis beber sozinho deixando o seu fiel amigo com sede e prosseguiu o caminho.
Mais à frente surgiu uma porta mais estreita.
- Bom dia, podemos beber da fonte, eu e o meu cão?
- Sim, bebei à vontade.
- Obrigado! A propósito, como se chama este lugar?
- Céu, respondeu o vigilante.
- Céu?! Mas disseram-nos que o céu era lá atrás.
- Lamento, aquilo era o inferno.
- Mas então, essa informação falsa deve causar grandes confusões.
- De forma nenhuma. Fazem-nos até um grande favor porque lá ficam aqueles que são capazes de abandonar os seus melhores amigos.

terça-feira

A força


 
Uma criança estava a tentar levantar uma pedra.

Mas a pedra era grande e por mais que se esforçasse não conseguia.

O pai que observa o facto perguntou-lhe:

"- Tens a certeza que estás a usar toda a tua força?"

"- Sim, tenho! "- respondeu o filho.

"- É que ainda não pediste a minha ajuda! "

Autor: desconhecido

O meu Pai conhece-me!



Um menino, cujo pai era mineiro, esperava pacientemente que o elevador subisse carregando os homens que saíam do trabalho.
Um inspetor que observava o garoto, perguntou:


- O que faz aqui, menino?

– Espero o meu pai!


- Mas será que vais conseguir reconhecer o teu pai no meio de tantos homens com o mesmo capacete e o rosto cheio de pó de carvão? - É melhor voltares para casa.

– Não tem problema; o meu pai conhece-me!...

Que boa resposta! O menino estava consciente de que seria difícil reconhecer o pai, porém também sabia que era impossível o pai não o reconhecer...
Desconheço autoria

quarta-feira

A partida de Jesus e a missão do cristã!


Um dia, numa entrevista a Madre Teresa de Calcutá, perguntaram:
- Madre Teresa, o que é para si evangelizar? Com uma simplicidade e profundidade impressionantes, ela respondeu:
- Evangelizar é ter Jesus no Coração e levar Jesus ao coração dos irmãos.



Só moram no nosso coração os que amamos.

Para Jesus morar no coração é preciso que se tenham criado laços de amor entre a pessoa e Jesus vivo. Que Jesus nos ama, é verdade! Que Ele nos amou primeiro, está comprovado! Que Ele nos ama a todos porque nos quer salvar, é certo! Mas é preciso que nos deixemos amar por Ele. Nos deixemos amar e O amemos!

Não basta ter Jesus na cabeça... É preciso tê-lo no coração. Só então O podemos levar ao coração do irmão porque ninguém dá o que não tem. É preciso estar evangelizado para evangelizar e fazer Jesus acontecer no coração das pessoas...

Pensa nisso! 

sexta-feira

Deus está aqui!...



Um homem abandonou a sua esposa e os seus filhos, pois sentiu uma sede infinita de se encontrar com Deus. Depois de muito caminhar, viu um peregrino e falou-lhe do seu propósito:
- Procuro a Deus. Leva-me até Ele.
O Peregrino respondeu que sabia bem onde encontrá-lo. Era preciso que se deixasse conduzir:
- Mas, para te levar até junto de Deus, preciso de vedar os teus olhos. Só os abrirás quando te disser.
Puseram-se os dois a caminho. O homem de olhos tapados, foi enchendo o seu coração do esplendor da luz divina, cada vez mais forte até que tirou a venda, abriu os olhos e ... viu-se em sua casa, ao lado da mulher e dos filhos. Era ali que Deus estava...

Então podemos concluir que onde estivermos aí estará o Senhor. Não precisamos de sair para longe pois Ele está bem perto. Imprimiu no íntimo da nossa alma e gravou no nosso coração o seu selo.

Também nós queremos conhecer Deus. Se soubéssemos que Deus estava no cimo de uma montanha, não nos furtaríamos a esforços para lá chegar. Mas afinal Ele está bem mais próximo, ao nosso lado, nos nossos irmãos e até dentro de nós. Basta abrir os olhos.

terça-feira

Ser feliz ou ter razão?!

Oito da noite, numa avenida movimentada.
O casal já está atrasado para jantar na casa de uns amigos.
O endereço é novo, bem como o caminho que ela consultou no mapa antes de sair.
Ele conduz o carro.
Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda.
Ele tem certeza de que é à direita…
Discutem.
Percebendo que além de atrasados, poderão ficar mal-humorados, ela deixa que ele decida.
Ele vira à direita e percebe, então, que estava errado. Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno.
Ela sorri e diz que não há nenhum problema se chegarem alguns minutos atrasados.
Ele questiona: - Se tinhas tanta certeza de que eu estava indo pelo caminho errado, por que não insistiu um pouco mais?
Ela diz: - Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz! Estávamos à beira de uma discussão, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite!

 Moral da história:


Esta pequena história foi contada por uma empresária, durante uma palestra sobre simplicidade no mundo do trabalho e no dia-a-dia. Ela usou a cena para ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão, independentemente, de tê-la ou não.
Desde que ouvi esta história, pergunto-me com mais frequência: - 'Quero ser feliz ou ter razão?'

Outro pensamento parecido, diz o seguinte:
'Nunca se justifique. Os amigos não precisam e os inimigos não acreditam'.

Compartilhe essa simples mensagem com seus amigos para ver se o mundo melhora... Eu já decidi...

EU QUERO SER FELIZ e tu?

sábado

A fé cristã é pascal!


"A fé cristã é pascal. É fé de quem está em trânsito,
de quem vai a caminho, de quem busca mudança,
de quem procura os outros…
Se isso acontece contigo, o mais provável
é que sejas alcançado por Jesus,
tal como os discípulos a caminho de Emaús
ou como Paulo na estrada de Damasco."

"Agora pára de rezar
e deixa que seja o Espírito a tomar a iniciativa da oração em ti.
Começarás a vivenciar a oração cristã."


Pe. Carlos Paes

domingo

História de amor


Era uma vez uma ilha, onde moravam os seguintes sentimentos: a Alegria, a Tristeza, a Vaidade, a Sabedoria, o Amor e outros. Um dia avisaram-nos que a Ilha seria inundada. O Amor cuidou para que todos fossem salvos. Pegaram todos no seu barquinho e desandaram. Só o Amor não se apressou pois tinha muito que ajudar. Por fim, quando a água já era muita, pediu socorro:
- Riqueza, leva-me contigo.
- Não posso. O meu barco já está cheio de ouro...
- Oh Vaidade, leva-me no teu barco.
- Não convém, pois estás muito molhado.
- E tu Tristeza, tens um lugar para mim?
- Não. Prefiro ir só.
Já desesperado o Amor pôs-se a chorar. Nisto apareceu um velhinho:
- Sobe, Amor. Eu levo-te no meu barco.
Chegando a terra seca o Amor perguntou à Sabedoria:
- Quem é aquele velhinho que me trouxe até aqui?
- É o Tempo, porque só ele é capaz de ajudar e de entender um grande Amor.
Começamos a Semana da Paixão.
Hoje a multidão que aclama, é a mesma que acusa;
Hoje acolhe, na cidade santa, mas de seguida, despreza.
Assim acontece na nossa vida quando não deixamos que o tempo nos amadureça.
Que esta semana nos ajude a reconhecer os gestos do Amor de Cristo por todos e cada um de nós.

sexta-feira

Tempo para viver

Ofereceram-me um pergaminho com um texto inspirado no livro bíblico de Coelet (3, 1-8). Diz assim:

“Tira tempo para refletir; é a fonte da vida.

Tira tempo para brincar; é o segredo da perene juventude.

Tira tempo para ler; é o fruto da sabedoria.

Tira tempo para orar; é a força mais poderosa aqui na terra.

Tira tempo para amar e ser amado; é um privilégio concedido por Deus.

Tira tempo para ser amigo; é o caminho da felicidade.

Tira tempo para rir; é a música da alma”.

Preciso de tudo isto como de pão para a boca. O meu pai ensinou-me a trabalhar “como um moiro” ou “um galego” e, se me via de costas ao alto, chamava-me “lorde”. Era a ideia que ele tinha dos “lordes” ingleses.

Sem culpa do meu querido pai, agora vejo-me na situação dum colega que anda sempre a espumar como cavalo de corrida. Quando lhe dizem: “Para o motor e senta-te aqui um bocado”, ele responde invariavelmente: “Não posso”. Sei por experiência própria que ele não pode mesmo. Não consegue.

Falta-nos recuperar o “sentido humano” do trabalho, como queria Paulo VI. Por vezes trabalhamos desumanamente. Como máquinas. Ou como azémolas presas à nora.

- Mestre, para atingir a santidade, que caminho devo seguir? O da contemplação ou o da ação?

- Perguntava um discípulo ao seu guru.

- O da ação - foi a resposta. O da tua ação ordinária.

E o homem atirou-se ao trabalho, enquanto o mestre o observava divertido.

- Porque motivo se está a rir? Não me disse que me dedicasse à ação?

É que eu não vejo ação nenhuma. Vejo apenas movimento.

Razão tinha o tal Coelet, o “pregador”. A única coisa importante na vida, consiste em “alegrar-se e fazer o bem”.


Abílio Pina Ribeiro

Publicado no «Mensageiro de Santo António», mas foi-me enviado por e-mail e porque dá para parar e pensar, merece ser publicado também aqui.

segunda-feira

Solenidade da Anunciação do Senhor


"«Se conhecesses o dom de Deus...»
Há uma criatura que conheceu esse dom de Deus,
uma criatura que não perdeu sequer uma parcela dele,
uma criatura que foi tão pura, tão luminosa,
que parece ser a própria Luz.
Uma criatura cuja vida foi tão simples,
tão perdida em Deus,
que quase nada se pode dizer dela.
É a Virgem fiel,
«aquela que guardava todas as coisas no seu coração».
Mantinha-se tão pequena,
tão recolhida em face de Deus,
no segredo do templo,
que atraía as complacências da Santíssima Trindade:
«Por que Ele olhou para a humildade da sua serva,
doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada!...»
O Pai, inclinando-se para esta criatura tão bela,
tão ignorante da sua beleza,
quis que fosse a Mãe, no tempo,
d’Aquele de quem Ele é o Pai, na eternidade. Então,
o Espírito de Amor, que preside a todas as operações de Deus,
sobreveio-lhe; e a Virgem diz o seu fiat:
«Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a vossa palavra»,
e assim se realizou o maior dos mistérios.
E, pela descida do Verbo nela, Maria ficou para sempre cativa de Deus".
B. Isabel da Trindade, O Céu na Terra, 10, 30

sábado

Uma história... admirável!


Vem a propósito, não sei onde a li…
É a tarde de uma sexta-feira, um bom pai de família está de regresso a sua casa.
Sintoniza o rádio. O noticiário conta uma história de pouca importância:
Num povo distante morreram 3 pessoas de uma gripe que nunca antes se tinha visto.
Não liga muito...
Segunda-Feira, quando acorda, escuta que já não são 3, mas sim 30.000 pessoas que morreram nas colinas remotas da Índia.
A proteção civil de controlo de doenças dos Estados Unidos foi investigar.
Na terça-feira já é a notícia mais importante dos telejornais, porque não só é a Índia, mas também o Paquistão, Irão e Afeganistão e prontamente a notícia sai em todos os noticiários.
Chamam-lhe “A Influência Misteriosa" e todos se perguntavam: Como vamos controlá-la?
Então uma notícia surpreende a todos.
A Europa fecha as suas fronteiras, não haverá voos desde a Índia, nem de nenhum outro país no qual se tenha diagnosticado esta tão estranha e misteriosa doença.
Já quase no fim das notícias escuta uma mulher, na Espanha, que diz que há um homem no hospital a morrer por causa da "Influência Misteriosa". Há pânico na Europa. A informação diz que quando se tem o vírus, é por uma semana… e nem se dá conta… Seguem-se de imediato 4 dias de sintomas horríveis e morre-se.
Todos os países da Europa não deixam partir ninguém para outros países com receio de que se espalhe ainda mais a doença. Mas também já é tarde.
O presidente dos Estados Unidos faz um comunicado para informar que também ao Continente Americano já chegou o contágio. Resta a todos esperar e rezar para que se descubra rapidamente a cura… Cientistas de todo o mundo deitam mãos à obra na tentativa desesperada para encontrar o antídoto. Passados alguns dias, chega a notícia esperada: Decifrou-se o código de ADN do Vírus. Pode fazer-se o antídoto. É necessário o sangue de alguém que não tenha sido infetado. Logo em todos os países as pessoas vão ao hospital mais próximo para que se lhes faça um exame de sangue.
O bom pai de família vai também como voluntário com a sua família, perguntando-se o que se passará. Será isto o fim do mundo?...
De repente o médico sai do laboratório a gritar um nome. O pai de família escuta, admirado e algo atrapalhado, o nome do seu filho único.
Antes que possa reagir, levam o seu filho para uma sala enquanto grita: Esperem!
E eles contestam: tudo está bem, o sangue do seu filho está limpo, é puro.
Cremos que tem precisamente o tipo de sangue que necessitamos.
Depois de 5 longos minutos saem os médicos chorando e rindo.
É a primeira vez que se viu alguém a rir numa semana.
O médico de maior idade aproxima-se de si e diz:
- O sangue do seu filho é perfeito, está limpo e puro, podemos fazer o antídoto contra esta doença... Enquanto a notícia se espalha por todo o lado, as pessoas estão rezando e rindo de felicidade. Mas, continuando, com voz dramática e séria, o médico acrescenta:
- Podemos falar um momento? A situação é muito grave. É que não sabíamos que o doador seria uma criança e a verdade é que por essa razão precisamos de todo o seu sangue.
Necessitamos que assinem este documento para nos darem a permissão de usar todo o sangue do vosso filho.
Não acreditando no que estava a ouvir o bom pai de família contesta: “Mas, mas...“
O médico insiste: vocês não entendem, estamos a falar da cura para todo o mundo.
E não se encontrou mais ninguém em lado nenhum com um sangue com as características do sangue do seu filho. Por favor, assine, necessitamos com urgência... Por favor..... assine!...
Em silêncio e sem poder sentir os dedos que têm a caneta na mão, acaba por assinar.
Perguntam-lhe: Quer ver o seu filho?
Caminha para a sala de urgência onde o seu filho está sentado na cama dizendo: pai, mãe! Que se passa? Toma a sua mão e diz-lhe:
Filho, a tua mãe e eu amamos-te e nunca deixaríamos que te acontecesse alguma coisa que não fosse necessária, compreendes isso? E quando o médico regressa e lhe diz:
- sinto muito mas precisamos de começar, há gente em todo o mundo a morrer... consegue ter forças para ir embora? Consegue virar as costas ao seu filho e deixá-lo aqui?... Enquanto ele lhe diz: Pai, Mãe, porque me abandonais?

E, na semana seguinte quando fazem uma cerimónia para honrar o seu filho, algumas pessoas ficam a dormir em casa, outras não vêm porque preferem ir dar um passeio ou ver um jogo de futebol e outras vêm à cerimónia com um sorriso falso, fingindo que lhes importa. Tem vontade de parar e gritar:
“O meu filho morreu por vós, será que isso não vos importa?"

Talvez seja isso o que Deus nos quer dizer:
“O meu Filho morreu por vós! Eu amo-vos muito!"

terça-feira

A porta do coração


Certa vez um homem havia pintado um lindo quadro. No dia da apresentação ao público, convidou várias pessoas para ver a obra. Compareceram as autoridades locais, fotógrafos, jornalistas, enfim, uma multidão. Afinal, o pintor além de um grande artista era também muito famoso. Chegado o momento, tirou-se o pano que revelava o quadro. Houve um caloroso aplauso! Era uma impressionante figura de JESUS batendo suavemente à porta de uma casa. Com o ouvido junto à porta, ELE parecia querer ouvir se lá dentro alguém respondia. Houve discursos e elogios. Todos admiravam aquela obra de arte. Porém, um curioso observador, achou uma falha no quadro. A porta não tinha fechadura. E intrigado, foi perguntar ao artista...- Sua porta não tem fechadura? - Como se fará para abri-la? - Perguntou o admirador. Respondeu-lhe o artista: - É assim mesmo. Esta é a porta do coração humano, só se abre pelo lado de dentro.

                                                                                                                                  Autor desconhecido

domingo

Da Quaresma à Páscoa


4.º Domingo da Quaresma: Na alegria do espírito

Nosso Senhor dizia: “Quando jejuardes, não mostreis um ar tristonho” (Mt 6, 16). Talvez daí brote este detalhe interessante da Quaresma: a frequente advertência de que a alegria cristã deve acompanhar toda a nossa travessia quaresmal.
Com efeito, são muitas as orações ou coletas em que a Igreja pede para seus filhos “uma alegre penitência”, um “jejuar com alegria” e outras expressões semelhantes. É que a penitência cristã vai acompanhada da alegria do espírito que gera uma doce e tranquila confiança na misericórdia do Senhor. E a Quaresma cria uma dupla alegria: a alegria do dever cumprido, dedicando a Deus de modo especial este tempo quaresmal a Ele consagrado; e a alegria da esperançosa Páscoa que esperamos como triunfo da vida de Jesus e como vitória da graça divina sobre o mal que reside em nós. É certo que a Quaresma não deixa de ser “um sacrifício”; mas por ser “voluntário” e oferecido com amor generoso, torna-se “em santa e alegre devoção”. Aliás, sendo a Páscoa a fonte da alegria cristã, é natural que nos aproximemos dessa fonte com gozo e que percebamos já um gosto antecipado da mesma.
Assim sendo, o cartuxo não vive a sua Quaresma como “tempo de tristeza”, mas sim de alegria e esperança porque, como filho de Deus, coloca n’Ele a origem e a fonte de toda a sua felicidade. O Mistério de Cristo vivido na Quaresma não é algo que esteja fora de nós; ele é o que somos e estamos chamados a ser em Cristo. O Seu drama é o nosso. Nossa cruz não é senão a de Jesus e é o Seu amor quem a leva em nós. Nossa verdadeira vida é a do Ressuscitado em nós. Se a Liturgia quaresmal nos leva pelo caminho da Cruz, é para nos ensinar que esse caminho é também o nosso. Cristo tem vencido na Sua luta contra o pecado e a morte, e o poder vitorioso da Sua vida e do Seu amor é-nos comunicado na celebração sacramental do seu Mistério renovado na Liturgia. “Com a recordação dos mistérios da Redenção, a Igreja oferece aos fiéis as riquezas das obras e merecimentos do seu Senhor, a ponto de os tornar como que presentes a todo o tempo, para que os fiéis, em contacto com eles, se encham de graça” (Sacrosanctum Conclilium n. 102).
Temos razão em nos gloriarmos na Cruz de Cristo. O rosto exprime o gozo que vai no coração, e o ardor do coração penetra todo o homem e lhe comunica forças “para dar com alegria” a observância quaresmal: “Deus ama a quem dá com alegria” (2 Cor 9.7). E assim se prepara o cartuxo para tomar parte na Ressurreição do seu Senhor. “Vem, Senhor Jesus” (Ap 22. 20).

quinta-feira

O único Jesus que eu conheci...


Há alguns anos atrás um prisioneiro branco morreu de ataque cardíaco em Montgomery, no Alabama. Na prisão tivera uma profunda experiência de conversão e construído um relacionamento autêntico com Jesus. O presidiário da cela ao lado, um negro enorme, era cínico. Todas as noites o prisioneiro branco falava por entre as barras da prisão e falava ao seu companheiro sobre o amor de Jesus. O negro troçava dele; dizia que ele estava doente da cabeça, que a religião era o último refúgio dos insanos. Apesar disso, o prisoneiro branco passava-lhe passagens das Escrituras e repartia com ele os doces que recebia de algum parente. Durante o funeral do homem branco, quando o padre falou a respeito da vitória de Jesus na Páscoa, o robusto prisioneiro negro ergueu-se a meio do sermão, apontou para o caixão e disse: "Esse é o único Jesus que eu conheci".
Brennan Manning, in "A assinatura de Jesus"

«Pregue o Evangelho sempre, se(quando) necessário, use palavras.» - Francisco de Assis


Quero ser lago...e não copo!


«O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d’água e bebesse.
- Qual é o gosto? – perguntou o Mestre.
- Mau – disse o aprendiz.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que tomasse outra mão cheia de sal e a levasse a um lago. Os dois caminharam em silêncio e o jovem atirou o sal ao lago. Então, o velho disse:
- Beba um pouco dessa água.
Enquanto a água escorria do... queixo do jovem, o Mestre perguntou:
- Qual é o gosto?
- Bom! – disse o rapaz.
- Você sente o gosto do sal? – perguntou o Mestre.
- Não! – disse o jovem.
O Mestre então sentou-se ao lado do jovem, pegou na sua mão e disse:
- A dor na vida de uma pessoa é inevitável. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Então, quando você sofrer, a única coisa que você deve fazer é aumentar a percepção das coisas boas que você tem na vida. Deixe de ser um copo. Torne-se um lago.»
(Autoria desconhecida)

segunda-feira

Da Quaresma à Páscoa


Multiplicar a generosidade e a solidariedade

Se queremos ser nómadas de Deus, se queremos viver Dele, temos de criar uma liberdade muito grande face às coisas. A verdade é que elas nos... aprisionam.
O que possuímos rapidamente nos possui a nós. Para o cristão um estilo de vida frugal testemunha melhor do que mil palavras a Fé em Deus. Estamos mergulhados num tempo em que tudo nos empurra para a competição... onde o desnecessário é-nos impingido pela publicidade como absolutamente necessário à nossa felicidade.
O Evangelho ensina-nos não a amontoar, mas a multiplicar. Jesus revela-nos as possibilidades de vida que um único pão esconde. Com um só pão podemos fazer muita coisa, se aprendermos a arte de multiplicar a vida. Multiplicar a generosidade, a solidariedade, a ternura, a capacidade de sofrer com os outros e de se pôr no seu lugar...
Alimentamo-nos uns dos outros. Somos uns para os outros, na escuta e na palavra, no silêncio e no riso, no dom e no afecto, um alimento necessário, pois é de vida (e de vida partilhada) que as nossas vidas se alimentam.

P. José Tolentino Mendonça

terça-feira

Não te esqueças do principal!

Talvez já conheçam esta história, 
mas nos tempos que correm, 
PARAR um pouco e REFLECTIR 
não faz mal a ninguém...

Uma lenda muito antiga conta que uma mulher pobre passava à frente de uma caverna com o seu filho pequeno ao colo, quando ouviu uma voz misteriosa vinda do interior da caverna. Parou para ouvir o que ela dizia:
- Entra e apanha tudo o que desejares, mas não te esqueças do principal. Depois de saíres, a porta fechar-se-á para sempre. Portanto aproveita a oportunidade, mas não te esqueças do principal…
A mulher entrou na caverna e encontrou um grande tesouro. Fascinada pelo ouro e pelas jóias, pôs a criança no chão e começou a juntar ansiosamente tudo o que podia no seu avental. Não sabia sequer por onde começar com tanta riqueza que via à sua frente.
A voz misteriosa falou novamente:
- Só tens dez minutos, não te esqueças do principal.
Esgotado o tempo, a mulher, tão carregada de ouro e pedras preciosas que mal conseguia andar, dirigiu-se para fora da caverna e a porta fechou-se…
Só neste momento se lembrou do principal. A criança ficara lá e a porta estava fechada para sempre! A riqueza durou pouco e o desespero, sempre.


(desconheço o autor)